Será que o seu pet está protegido do Aedes aegypti ?

Pets também podem sofrer com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (Foto: Shutterstock)
Pets também podem sofrer com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (Foto: Shutterstock)
Cães e gatos são imunes à dengue e à Zika, mas o mosquito transmite a Dirofilaria, verme que afeta o coração.

O Brasil vive desde 2015 uma tripla epidemia de vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti: a dengue, a chikungunya e a Zika. Animais de estimação são imunes a esses três patógenos, mas podem ser infectados por uma quarta doença transmitida pelo mesmo inseto – a dirofilariose.

Causada por vermes do gênero Dirofilaria, que atacam o coração, essa doença é uma séria ameaça à saúde dos animais domésticos. Com incidência maior nas regiões tropicais e subtropicais, a parasitose costuma afetar animais com idade entre três e cinco anos. Ela age enfraquecendo o músculo cardíaco do animal à medida que o verme avança e entope a cavidade cardíaca, dificultando o bombeamento do sangue. Cansaço excessivo, tosses frequentes, perda de apetite e emagrecimento são os principais sintomas. Cachorros são os hospedeiros mais comuns desse parasita – gatos também estão suscetíveis, mas casos envolvendo felinos são mais raros.

Segundo Norma Labarthe, veterinária e doutora em biologia parasitária, o mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya é apenas um dos vetores da dirofilariose. “Há muitas espécies de mosquitos descritas como capazes de transmitir Dirofilaria immitis. A espécie mais utilizada em trabalhos experimentais em todo o mundo é exatamente o Aedes aegypti”.

Pets também sofrem com doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (Foto: Shutterstock)
Dengue o seu cachorro não vai pegar: o perigo atende pelo nome de Dirofilariose (Foto: Shutterstock)

A transmissão natural do parasita pelo Aedes aegypti foi confirmada por cientistas do Alabama, EUA, em 1986. Em 2011, pesquisadores da Universidade de Buenos Aires rastrearam a presença de Dirofilaria immitis em 11 diferentes espécies de mosquito que habitam a América do Sul. As duas que mostraram potencial de transmissão do patógeno foram o Aedes aegypti e o Culex pipiens, da família do pernilongo comum.

Outros mosquitos podem ter papel importante na doença – é bom lembrar que há também a questão da variação regional. Estudos feitos até agora não permitem concluir qual é a espécie mais perigosa no Brasil, mas veterinários estão atentos para a disseminação do Aedes aegypti.

Tratamento e prevenção

Assim que diagnosticada a doença, o tratamento consiste em remédios que impedem o crescimento e a reprodução das larvas. Para evitar a contaminação, a prevenção – sempre ela – é o melhor caminho: vermífugos e coleiras com repelentes podem ajudar, mas o essencial é manter a casa e o quintal sempre limpos para evitar a proliferação de mosquitos.

Além de colocar areia na bandeja dos vasos de plantas, para evitar o acúmulo de água parada, é importante manter a vasilha de água do seu pet sempre limpa e com água fresca. Também é recomendável lavar o recipiente com esponja, pois os ovos dos mosquitos podem ficar colados na borda.